segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O voto em branco e as minorias do costume

 

É por estas e outras que o meu voto continua a ser em branco. 

Vou votar porque a democracia é o melhor sistema que se conhece mas, como precisa de uma profunda reforma, não confio em nenhum partido ou candidato para o fazer.

- Ah! mas se votas em branco podem preencher o boletim de voto com um voto útil!

- Não me interessa. É igual. Qualquer um serve se o sistema se mantiver o mesmo.

Vem isto a propósito do cartaz do candidato André Ventura sobre os ciganos e, agora, sobre as minorias do costume.

Quero primeiro dizer que louvo a coragem e ousadia de lançar estes e outros temas para o debate público do recém chegado partido, alegadamente de direita, à cena política nacional, porque isso também vai contribuir para a reforma do sistema, que sonho possa acontecer pacificamente num futuro não muito longínquo.

A alternância rosa e laranja dos últimos 50 anos é, provavelmente, a principal responsável pelo Estado a que chegámos. Portugal pode prosperar, muito mais.

Mas o grande problema não são os ciganos.

Ciganos

Sim os ciganos têm que cumprir a lei. Mas André, porquê lançar este bode espiatório apenas sobre esta minoria étnica quando há tantas outras minorias que não cumprem a lei e ninguém se importa?

Vou aqui falar de umas quantas mas muitas outras podem ser enunciadas e peço que o façam nos comentários a este artigo, por favor.

Feirantes e seus clientes

Então porque é que, quando vamos a uma qualquer loja somos obrigados, por lei, a pedir uma fatura e a pagar o respetivo IVA, mas quando vamos a uma feira já não? Feirantes e clientes em conluio com os agentes da polícia à entrada do recinto da feira, concordam em não passar faturas nem pagar o respetivo IVA. E o Estado não se importa. Nem com os impostos nem com as ilegalidades das marcas de contrafação de roupa e calçado à venda livre nesses espaços públicos. Onde está a Autoridade Tributária ou o Grupo Anti-Contrafação?

Há alguns ciganos em algumas feiras sim, mas a grande maioria nas grandes feiras, festas e romarias, de artesenato, gastronomia, agricultura, indústria, viagens, tecnologia,... são cidadãos comuns

Lojas Chinesas

O mesmo se passa com as lojas chinesas (indianas, paquistanesas, etc.) em termos de horários e outro tipo de leis. Todos sabemos que estas lojas têm um horário que viola a lei do comércio nacional há muitos anos. Todos sabemos que alguns dos seus proprietários comem e dormem nalgumas dessas lojas e que muitos produtos não cumprem as leis comunitárias de higiene e segurança. Porque é que o André Ventura não aponta o dedo a estas minorias?

Que tal um cartaz "Isto não é a China!"?

Vistos gold

Mas vamos agora para o outro extremo. Como é que uma minoria de pessoas abastadas, provenientes de países fora da UE/UEE/Suiça, que invistam mais de 250 mil euros em Portugal, não têm que cumprir a mesma lei que a grande maioria dos outros imigrantes que chegam ao nosso país tem que cumprir? E porque é que o André Ventura não aponta também o dedo a estas minorias?

Os bancos

Porque é que todos temos que pagar os nossos impostos ao Estado até ao mais pequeno cêntimo e os Bancos não têm que cumprir a mesma lei, André?

Fisco desiste de cobrar quase 40% das dívidas fiscais num bolo de 29 mil milhões de euros

Porque é que as pessoas e empresas que não pagam as suas dívidas têm que declarar insolvência e os bancos recebem do Estado para não falirem? A lei não é a mesma, porquê? Os bancos já não são minorias do costume para ti?

https://sicnoticias.pt/especiais/ges/2024-10-15-video-colapso-do-bes-quando-o-estado-vai-reaver-os-83-mil-milhoes-de-euros-que-injetou--8c781d94

Os fabricantes de vacinas

André, porque é que todos os fabricantes de todo o tipo de produtos e serviços têm que dar, por lei, uma garantia aos seus consumidores e os fabricantes de vacinas não? É uma minoria especial? Porquê? Se, por defeito de fabrico, um fogão explodir, um telemóvel avariar, ou um medicamento ferir alguém, o seu fabricante é o responsável, certo? E tem que indemnizar o lesado, certo? Então o que têm estes fabricantes de vacinas em especial para não cumprirem a lei? Serão também "ciganos" no teu entendimento?

Automobilistas apressados

Vamos agora para outras minorias mais básicas. Todos os que andam na estrada vêm todos os dias o elevado número de infrações perigosas, na maior impunidade, de uma dada minoria de automobilistas apressados que não respeitam leis e muito menos ética e respeito pelo outro. Nas filas de trânsito as ultrapassagens abruptas sobre quem está há muitos minutos parado, ou em marcha lenta, a respeitar o fluxo de circulação, são imensas. Já te aconteceu André? Gostaste? Ou também fazes parte dessa minoria?

E nas Autoestradas onde o limite de velocidade é de 120 Km/h já alguma vez foste ultrapassado quando vais nessa velocidade? Viste algum polícia a multar alguém? A lei não é para cumprir nessas minorias? Até há (motoristas de) ministros que não cumprem, provocam mortes e só passado 4 anos são julgados.

Partidos políticos e impostos

Porque é que todos os cidadãos e empresas têm que pagar IMI dos seus imóveis mas os partidos não pagam? Ah! é porque a lei permite que assim seja quando esses imóveis são para exercer atividade política. Então a atividade política é especial? A atividade dos cidadãos e empresas não é especial? Porquê? Os partidos fazem parte das minorias do costume, será? 

Isto para não falar das doações. Se um noivo ou noiva receber uma doação de mais de 500 euros e não pagar o respetivo imposto de selo de 10%, é um criminoso sujeito a coimas. Mas um partido pode receber doações de 20 mil euros sem pagar esse imposto. Essa minoria especial não cumpre a lei, porquê?

Instituições de Solidariedade e Fundações

A mesma exceção à lei se aplica às IPSS e ONGs. Que interessantes estas minorias do costume não são?

E as fundações? Ui! Criadas pelas cúpulas das pirâmides económicas e políticas com o objetivo de corrigir injustiças e carências criadas por essas mesmas pirâmides, movimentam grandes somas financeiras e interesses nem sempre muito claros. Debaixo de uma capa de interesse social, algumas destas minorias beneficiam de previlégios fiscais enquanto albergam dívidas, ilegalidades e imoralidades gigantes que recomendo pesquisem.

Igrejas

Sobre o tema dos impostos as Igrejas fazem parte da minoria anterior Mas há outro tema mais grave que são os crimes de pedofilia. Onde estão presos os padres que cometeram esses crimes? E que indemnizações já foram pagas?

Políticos, Deputados, Presidentes,... 

Sobre esta minoria do costume estaríamos aqui muito tempo a falar das inúmeras exceções ao cumprimento da lei que o normal cidadão está obrigado mas não resisto a falar de duas. A Imunidade Parlamentar e a Violação da Constituição durante os anos #Covid. Pesquisem.

Economia paralela

"A economia paralela em Portugal é significativa, rondando os 23-35% do PIB em estudos recentes (2022-2025), colocando o país entre os que têm maiores taxas na UE, impulsionada pela alta carga fiscal e burocracia, envolvendo atividades não registadas (trabalho não declarado, "recibos verdes" por fora, etc.) para evitar impostos e contribuições, usando o dinheiro vivo como principal meio, e representando perdas avultadas em receita para o Estado, embora haja estudos que apontem para uma diminuição moderada nos últimos anos, com 17% em 2024. " - Vista geral IA

Estamos a falar de cerca de 50 mil milhões de euros que fogem à lei. Também é uma minoria mas muito mais interessante de pressionar para cumprir a lei do que muitas outras acima enunciadas, não é André?

Corrupção e ineficiências

Sim concordo que a corrupção e o desperdício são dos principais temas a corrigir no nosso país. Mas atenção! Não acredito em corrupção nem desperdício zero. Onde há humanos a trabalhar, cooperar ou competir em grupo há sempre uma fatia do dinheiro circulante que se "perde".

E, tradicionalmente, a política usa este tipo de ficção da tolerância zero para roubar os previlégios aos corruptos e aos ineficientes da oposição para depois os tolerar aos seus seguidores e apoiantes.

Fiscalizar mais, punir mais e diminuir o valor estamos de acordo. Reduzir isso a zero é pura demagogia.

Isto não é a Alemanha nem a França nem os EUA

A maioria do nosso tecido económico está capturado pelo capital internacional. O software que controla administrativa e financeiramente a maioria das grandes empresas e instituições portuguesas é alemão. A Portugal Telecom, a ANA Aeroportos e o Novobanco são empresas francesas, a EDP é chinesa, a Galp é Americana e Angolana, as grandes cadeias de Supermercados são francesas, alemãs, espanholas, etc (ler meu artigo  Portugal já quase não existe...) e o Estado está capturado pelas regras e financiamentos da UE. Pelo que fica a pergunta: Faz sentido existir um governo nacional com tanta gente a viver do Orçamento de Estado e de salários (subsídios) para apenas seguir precedimentos de Bruxelas, também essa gente uma "minoria do costume"? 

Ainda sobre este tema podia referir a questão das reformas dos emigrantes (regressados à sua terra) que, não sendo taxadas nos países de onde recebem, são taxadas em Portugal. Se a pessoa trabalhou e descontou 40 anos na Alemanha e recebe a reforma do governo alemão porque é que, se for cidadão (residente fiscal) português, o Estado tem que ficar com uma parte do valor? Mas se for cidadão (residente fiscal) alemão já não. Claro, isto não é a Alemanha! Isto é Portugal, o país em que os reformados que toda uma vida pagaram impostos sobre o seu trabalho e fizeram uma poupança que entregaram ao Estado (qualquer um) ainda têm que pagar ao Estado (português) para receberem essa sua poupança. E onde essa "minoria do costume" de imigrantes de países ricos a viverem em Portugal e a utilizarem os nossos serviços públicos (saúde, educação,...) gratuitamente não cumprem a mesma lei que os que vêm do Bangladesh.

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Isto faz-me pensar que precisamos mesmo de uma reforma profunda no nosso sistema e que os ciganos tradicionais são o nosso menor problema.

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Termino com o desabafo já antigo mas muito atual dos Gato Fedorento: Ah e tal, falam, falam, falam, falam mas não os vejo a fazer nada: https://www.youtube.com/watch?v=tKMENMyLzFE

E com uma SOLUÇÃO (ficção) para um futuro governo resultante da vitória massiva do VOTO EM BRANCO em Portugal: https://deuseumpoeta.blogspot.com/2011/05/votar-em-branco.html






sábado, 12 de julho de 2025

Eletricidade refinada

Sabias que a eletricidade vendida nos postos de carregamento de automóveis elétricos é aproximandamente 3 a 5 vezes mais cara do que a vendida em casa, com tarifa normal. Não estamos a falar de 30 ou 50% mais. Estamos a falar de 200 a 400% mais. É um absurdo!

Se em casa o KWh custa aproximadamente 20 cêntimos, nesses postos custa entre 60 cêntimos a 1 euro, por vezes ainda mais. 

Só a Tesla (que eu saiba) tem valores nos seus SUC muito inferiores a estes e um serviço muito melhor.

Quando falamos em petróleo ou mesmo água, até se compreende que há custos de purificação/refinação, controle de qualidade, transporte e armazenamento mas quando falamos de eletrões não existe nada disso. Os eletrões são sempre iguais.

Então porquê este tipo de especulação de preços escandaloso no processo de revenda de eletricidade?

- Porque a eletricidade não se pode revender. 

Espantado? Pois é! Isso mesmo. Em Portugal, a revenda de eletricidade entre particulares, no sentido de um consumidor fornecer energia a outro, não é legalmente permitida.

Esta inovação simples descrita na imagem abaixo é proibida em Portugal porque a eletricidade é um bem que só alguns iluminados credenciados podem revender. Porque os eletrões são uma mercadoria especial e perigosa que só certos grupos estão capacitados para o fazer.

Este é o mesmo princípio do tabaco, do álcool, das drogas, dos veículos automóveis, dos combustíveis e até das transações financeiras. E por isso se criaram leis e impostos de forma a alimentar, com o nosso dinheiro, algumas empresas eleitas e o Estado com valores tão escandalosos quanto quiserem.

E ninguém diz nada?
Como dizia a minha tia Rosa: - Oh filho isso sempre foi assim, É a vida!

Pois é tia... mas o mundo pode ser melhor... se todos assim quisermos.

E o assunto ainda não fica por aqui. Neste caso, tal como no álcool ou drogas, também não se pode produzir para depois vender eletrões.
Como???
Eu não posso produzir eletricidade? Então e os painéis solares ou as turbinas eólicas?
Podes mas... com cuidado. O Sol, os telhados e os painéis também estão sob a mira destes "abutres". Há uma série de leis e regulamentos técnicos a cumprir e multas por aplicar a quem os desafiar.

A "nova" energia está aí, no ar, no sol, na água, na terra. E todos teoricamente a podemos hoje capturar gratuitamente com meios técnicos simples e económicos. Mas, na prática, só alguns podem ser donos e enriquecer à custa dela. Alguém que queira ficar off-grid, produzindo a sua própria energia, um dia irá certamente ser perseguido. E apelidado de negacionista ou outra coisa pior.

Estamos a entrar no final do ciclo do petróleo e já se estão a posicionar os mesmos de sempre para se apoderar de uma coisa que a Natureza nos fornece gratuitamente, em todo o lado. 


Os recentes campos de paineis solares são o exemplo de como o dinheiro come a inteligência ao pequeno almoço, pois não faz qualquer sentido a captura de energia solar num ponto e transportá-la para outro onde também há sol. O sol ou o vento não são petróleo nem gás que se capta só em alguns sítios. O modelo de negócio deve ser outro. Mas a hipnose coletiva deve demorar mais umas décadas a apoiar o modelo tradicional.

E as empresas de energia e o Estado agradecem este modelo da eletricidade refinada.

Para complicar ainda mais a situação é proibida a passagem de cabos elétricos na via pública, pelo ar ou pelo chão (mesmo que devidamente assinalados e protegidos) mesmo que a casa fique junto ao estacionamento, para que quem tem carro elétrico seja obrigado a carregar nos postos de eletricidade refinada, uns metros ou quilómetros mais adiante. Nem sempre disponíveis, nem sempre funcionais.

Concluindo: Ou tens garagem com tomada, ou pagas 3 a 5 vezes mais a energia elétrica, que é igualzinha à que tens em casa, para enriquecimento especulativo de empresas e do Estado.

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Nota: Uns dias depois de escrito este artigo foi publicada a nova lei da Mobilidade Elétrica:

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=novo-regime-da-mobilidade-eletrica-utilizadores-deixam-de-ser-obrigados-a-ter-contratos

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Extremismos, a ditadura do marketing e a guerra

 


Numa farmácia perto de mim há agora quase tantos lugares de estacionamento para deficientes do que para pessoas normais. E isto é novo. E muito estranho.

Uma coisa é ter lugares de estacionamento para deficientes pois isso é um sinal de solidariedade e humanidade das sociedades mais evoluídas. Outra coisa é esse número de lugares ser semelhante ao dos lugares normais. E isso é insanidade extremista.

Vivemos tempos estranhos em que uma democracia supostamente evoluída está a dar um tal protagonismo às minorias que as pessoas da maioria se sentem como se fossem a minoria. E o marketing perverso é a ferramenta para que uma maioria aceite isto sem questionar.

Quando as instituições públicas apoiam ou promovem a construção de uma mesquita ou um evento de minorias, por exemplo de "Orgulho gay" as pessoas normais, heterossexuais, cristãs, a grande maioria, ficam com a sensação que um dia terão que ser gays ou muçulmanos para serem alguém importante na vida. E isso é marketing insano.

Uma coisa é respeitar as minorias. E criar as condições para que essas minorias vivam felizes no meio da sociedade. Outra coisa é promover essas minorias de forma a criar uma elite dominante. E isso é o princípio da ditadura. Por este caminho, um dia ainda nos dirão que, se não formos deficientes, não podemos ser ministros.

Tradicionalmente foi sempre a esquerda a defender os direitos das minorias ou dos mais vulneráveis dentro dos sistemas autocráticos. E isso foi uma coisa boa, Para os deficientes, para os animais, para os velhos, mulheres e crianças, para os negros, indigenas, judeus ou ciganos, etc. Mas o que está a acontecer é um extremismo insano ao se idolatrar esses grupos de tal forma que, se não pertencermos a uma dessas minorias ou etnias, não seremos ninguém. E ai de alguém que ouse contestar esta ideia, pois será apelidado de fascista ou de louco. Exatamente o mesmo que se passava antigamente no tempo do Estado Novo em que, qualquer pessoa que ousasse exprimir uma opinião contrária ao sistema, era acusado de comunista.

Agora assistimos às forças de direita a contrariar essa insanidade. E isso é uma coisa boa. Mas o preço a pagar, no extremo, será voltarmos a olhar os outros, diferentes de nós, como ameaças à nossa segurança. E isso é o que está na base de todas as guerras. A não ser que esta nova direita (que a esquerda apelida de extremista e fascista) possa trazer de volta a liberdade de expressão, as negociações de paz e o respeito pela maioria pura (não envenenada pelo marketing).

É muito interessante esta roda da dualidade, onde uma coisa que parece boa, deixa de ser boa quando se leva ao extremo. Como aquela velha definição de veneno: "qualquer coisa boa consumida em excesso".

A ditadura do marketing venenoso pode levar a extremismos e à guerra. 

Esperemos que uma nova força política de maior bom senso impere. E que os lugares de estacionamento para pessoas normais sejam em maioria.

Questionemos saudavelmente tudo o que nos dizem e pressionam para fazer, de uma forma persistente.

Conversemos serenamente com tolerância, dando voz ao contraditório.

Evoluamos em paz.


quarta-feira, 30 de abril de 2025

Portugal já quase não existe por causa da profissão mais moderna do mundo


Tantos são os setores que há muito deixaram de ser portugueses, que surge a dúvida pertinente se Portugal ainda existe e porquê.

A EDP S.A. (ex-Energias de Portugal), por exemplo, é uma empresa maioritariamente chinesa. Devia chamar-se EDC. Tal como outras empresas do setor, como a REN e a eRedes. Toda a informação está disponível online. Só não vê quem não quer. Ou não consegue ver por causa da hipnose coletiva gerada pelo poderoso marketing moderno, acreditando que a EDP ainda é portuguesa. E que foram os governos e a rede espanhola os responsáveis pelo apagão de 28 de abril de 2025.

Repito: A luz que se acende ou se apaga na tua casa é chinesa desde 2011.

Assim como o Benfica e o Sporting há muito que deixaram de ser clubes nacionais, muito menos locais, pois a grande maioria dos jogadores já não são portugueses, e os acionistas maioritários deixarão de o ser, também quase tudo o que era empresa ou instituição nacional há 50 anos está hoje entregue a estrangeiros. Portugal já quase não existe. Até a equipa de futebol nacional tem este ano um treinador espanhol.
Existe apenas a marca, o brand, mas na essência quase toda a estrutura económica é controlada de fora. O governo, qualquer governo, é apenas, tendencialmente, uma equipa de funcionários do grande capital internacional.

Os recentes partidos e movimentos de direita e extrema direita acordaram agora para esta dura realidade que já dura há várias décadas e que, certamente, se irá manter no futuro. As próximas eleições são mais uma oportunidade de eleger novos funcionários do capital global.

Este panorama deve-se, em meu entender, essencialmente à chamada profissão mais antiga do mundo, a prostituição, que é hoje a mais moderna. E não é exclusiva de governantes, sejam mais de esquerda ou direita, mas de todos nós. Passo a explicar.


Gmail
Quase toda a gente tem uma conta de email do gmail, porque é um serviço supostamente gratuito. O que não sabem ou não querem saber é que esse serviço é oferecido à custa da nossa privacidade. Ou seja, trocamos a nossa intimidade por um serviço de correio. Antigamente comprávamos um selo para enviar uma mensagem por carta fechada ou telegrama e hoje aceitamos pagar esse selo em troca de oferecer, a uma das mais ricas e poderosas empresas do mundo (Alphabet Inc / Google), toda a informação sobre a nossa vida íntima, o que falamos com os nossos amigos e família, onde vamos, o que compramos, com quem falamos e a que horas, em que local, etc. A Google sabe mais da nossa vida do que nós próprios.
Antes eram os CTT, uma empresa outrora portuguesa, a quem pagávamos este serviço de correio e era confidencial. Hoje preferimos um serviço gratuito oferecendo a nossa intimidade a algoritmos estrangeiros e até os CTT são maioritariamente uma empresa espanhola.

Apps e redes sociais
E não é apenas à Google que oferecemos o nosso corpo e alma em troca de serviços supostamente gratuitos. Facebook, Instagram, Linkedin, X, WhatsApp, Zoom, UBER, etc. fazem parte do nosso dia a dia, vamos para a cama com todos e vivemos felizes com isso. O serviço que recebemos em troca compensa a entrega da nossa vida íntima e até da nossa liberdade a interesses externos. O youtube ou este blog são outros canais gratuitos que quase todos usamos para comunicar as nossas ideias e dar a conhecer o que pensamos, em troca de dar a conhecer a nossa verdade e/ou de ganhar alguma fama.

Lojas chinesas
Há muitos anos que temos lojas chinesas a operar em Portugal com horários e condições inexplicavelmente especiais, e ninguém questiona. Porquê? Quem autorizou esta invasão? Porque é que todos compramos produtos nestas lojas? Neste caso não é gratuito mas é economicamente mais atraente, no curto prazo. 

E este é o princípio dominante na nossa sociedade, que vai do vulgar cidadão até ao governante ou empresário mais poderoso. Há quem chame corrupção à escolha do proveito próprio em detrimento do coletivo. Mas eu acho que é mais profundo pois vejo muita gente vendida mental e emocionalmente a marcas, empresas, clubes, organizações, gurus e crenças, operando em modo zombie sem questionar, pensando estar a fazer o melhor por si e pela sociedade. Incluindo eu próprio em alguns momentos.

O apagão
Diz-que que a origem do apagão de abril de 2025 em Portugal deveu-se a uma importação muito elevada de energia a partir de Espanha. E os sistemas de black start demoraram a ligar. (Um deles é uma central de gás, propriedade da Marubeni, uma empresa japonesa, imaginem só!). E diz o ex ministro Mira Amaral que tudo aconteceu porque é mais económico importar energia de Espanha do que produzir essa energia em centrais nacionais.
Sempre a lógica do mais económico no curto prazo. Claro que é mais barato "dormir" com a Rede Elétrica Espanhola do que gerar energia local com os recursos únicos que temos: Sol e lítio. 
Hoje temos tecnologia solar e eólica distribuída para sermos autónomos em termos de energia sem precisarmos destas empresas decadentes, ainda baseadas em modelos centralizados de produção e distribuição. As centrais solares são o maior disparate em termos tecnológicos e ecológicos. Os paineis podem ser colocados nos nossos telhados, terraços e varandas. Dependemos 100% destas empresas e do estrangeiro porque queremos. E porque quem governa é incompetente ou dorme com alguém a troco de uns favores.

E os chineses, os principais donos da EDP, REN e eRedes não dizem nada sobre o que se passou?

O que vem de fora é que é bom
Sou de uma terra do interior chamada Tramagal e assisti há 50 anos à falência de uma das maiores indústrias nacionais que se dedicou à conceçao e fabricação de camions militares, as famosas Berliet, e o governo de então resolveu apetrechar o exército nacional com camions importados, devido a esta mitologia do que vem de fora é que é bom.

Isto foi apenas o primeiro sinal, Seguiram-se as falências sucessivas de outras indústrias nacionais ou a venda a desbarato a empresas estrangeiras do que restava. A que custo? Importando bens e serviços, ganhando uma boa margem e vendendo a alma nacional.

Hoje é a Mitsubishi Fuso Truck Europe que assegura os postos de trabalho e controla a fábrica de camions do Tramagal. Reduzida basicamente a uma linha de montagem com pouca incorporação nacional, mas uma excelente ponte para a exportação do Japão para a Europa.

E tudo isto de que "o que vem de fora é que é bom" dura há muitos anos. Não é uma coisa nova.

Aqui vão mais exemplos:

SAP
A SAP é uma conhecida marca alemã de software de gestão para contabilidade e recursos humanos, vulgo ERP. Em 2015 escrevi um artigo "Convite de Portugal" que descrevia o panorama da dependência da quase totalidade das grandes empresas e instituições nacionais deste software. Incluindo o próprio Estado. Estou a falar da GALP, EDP, Águas de Portugal, TAP, Banco de Portugal, CP, Casa da Moeda, Universidade de Lisboa, ESPAP.... só para citar algumas. Passaram 10 anos e não vi ninguém trazer este assunto a público.
Como é que a gestão económica e financeira do tecido económico português continua quase totalmente dependente de uma empresa alemã? Com tanta empresa de software nacional de grande qualidade e prestígio nesta matéria, como é que as empresas e o Estado continuam a preferir a alemâ SAP às portuguesas Primavera, Artsoft, PHC ou Quidgest?

Águas de Portugal
Embora a maioria das empresas de águas nacionais ainda sejam públicas há já algumas regiões em que a captação, distribuição e exploração deste recurso vital estão entregues a empresas com capital estrangeiro, nomedamente chinês. Procurem por Be Water e águas de Valongo, Ourém, Algarve e Bragança.
Já imaginaram no futuro um apagão de água em Portugal provocado pela China?

GALP
A Galp é uma empresa supostamente portuguesa mas atualmente tem sede na Holanda e os seus acionistas institucionais principais (51%) são dos Estados Unidos. A Amorim Energia é o principal acionista individual que também tem sede na Holanda e é detida a 45% pela Sonangol de Angola.
A PetroGAL detida a 100% pela GALp dizem que é o maior exportador nacional. Exportador?! Nacional?!
Interessante... não é? O prefixo e o sufixo GAL. Devia talvez chamar-se USAP -  USA Petroleum.
O forte apoio à seleção nacional de futebol, ao longo de muitos anos, é provavelmente a maior hipnose para ninguém conseguir ver que, desde a sua privatização em 1999, alguém dormiu com alguém e esta empresa já não é portuguesa há muito tempo.

Infarmed
Este é o exemplo de uma instituição nacional supostamente independente mas que, na prática, está nas mãos da indústria farmacêutica internacional quando se trata de tomar decisões no interesse do cidadão nacional. Vimos, por exemplo, no período da chamada pandemia a pressa com que se aprovaram ou autorizaram fármacos experimentais sem o habitual rigor e segurança. O medo da sobrevivência levou esta instituição para a cama com instituições e empresas supranacionais. O Infarmed é uma autoridade mas muito pouco portuguesa.

Outros
Podia dar muitos outros exemplos em diversas áreas, desde a Altice (ex Portugal Telecom) até à ANA - Aeroportos de Portugal, agora Vinci, ambas francesas, desde outras empresas de telecomunicações ou de media até instituições de ensino, bancos e seguradoras, agricultura e alimentação, habitação, etc. mas não resisto a citar o INESC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores) que foi fundado para investigar e desenvolver as novas tecnologias de informação e comunicação em Portugal e exportá-las para o mundo e assim foi no início mas que, a meio caminho, criou empresas como a Novabase que se juntaram a empresas como a SAP, ficando reduzidas a prestação de serviços adicionais a produtos e tecnologias importadas.

O Euro e a UE
A entrada no Euro e na União Europeia foi provavelmente a maior ação de prostituição que nós portugueses realizámos. E está tudo bem. Recebemos muitos milhões da Europa e temos realmente um país muito mais desenvolvido economicamente do que há 50 anos mas, de facto, Portugal já quase não existe como região autónoma independente.

O Turismo
Finalmente o Turismo, o último bastião da nacionalidade, aquilo que fazemos relativamente bem e com grande sucesso atualmente no panorama internacional. A economia portuguesa está com um dos melhores desempenhos da UE. Um marco histórico, nunca tal se viu. Portugal está na moda e há que aproveitar. Mesmo que tenhamos que abrir as portas a todo o tipo de imigração ilegal e descontrolada. Para manter os preços baixos. E deixando ir os nossos jovens talentos emigrar.
Mas isso também tem um preço. E daqui a uns anos, depois de dormirmos com tantos asiáticos, brasileiros e africanos, virá a fatura final. Hoje a economia já praticamente não é nacional e futuramente também a nossa população perderá a sua essência.
Seremos provavelmente um novo modelo de região mundial em que a bandeira, o hino e língua serão apenas parte do brand "Portugal" como as cores da camisola de um clube de futebol em que os jogadores são de todas as partes do mundo,


Mesquita numa garagem em Tavira


Termino com este exemplo paradigmático. Existe atualmente em Tavira, uma das cidades com mais igrejas católicas do país (21 no total), uma mesquita islâmica sediada na garagem de uma vivenda. Porque o português, dono da vivenda, quis fazer um bom negócio com a garagem e não se importou de "dormir" com um muçulmano e talvez porque nem a população nem a autarquia local se importem com o assunto pois o Turismo é fundamental para a prosperidade local.
Ou, será algum carma resultante das inúmeras igrejas que nos ultimos 500 anos andámos a plantar, à força, em território alheio com outras crenças religiosas?

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Portugal está de alguma forma a prosperar sim, mas já quase não existe conforme o conhecíamos há 50 anos. Está a ficar igual a outras regiões como a América ou a Austrália, em que quase todos os que lá vivem hoje, vieram de outras partes do planeta.

Com exceção talvez do futebol... onde o brand Cristiano Ronaldo ajuda a fazer brilhar as cores únicas da nossa bandeira

vendemos a nossa alma. Todos nós. Durante muito tempo. E continuamos.
Digo eu. Não sei.

O que acham?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Observatório da Soberania

Compete ao Presidente da República garantir a independência nacional. Eu diria que a palavra mais adequada será soberania pois, a independência, numa lógica económica, ambiental e até militar, tanto a nível europeu como até mundial, há muito que está comprometida. 

Sem essa dita soberania o Presidente não tem razão de existir.

A lógica de que um país soberano tem a ver com um território, uma língua, uma bandeira e um hino está cada vez mais ultrapassada. O nosso território deixou de ter fronteiras na Europa e é relativamente fácil a mobilidade de qualquer cidadão normal, para qualquer lugar do planeta. O inglês tornou-se língua universal, devido essencialmente aos computadores. Com conhecimentos básicos, pode comunicar-se, de alguma forma, muito rapidamente com quase toda a população mundial. E, o hino, só é conhecido e só se toca, quase apenas, em cerimonias oficiais do Estado e em eventos desportivos internacionais.

Então o que é, afinal, a soberania?
É basicamente uma forma de organização política, económica e cultural de uma dada região.

Quando falamos de Portugal falamos essencialmente de um governo com as suas políticas e leis, de uma economia que vende produtos e serviços a nível global, em qualquer moeda, pagando localmente os respetivos salários e impostos, e de uma cultura latina muito específica com hábitos e crenças seculares, onde se incluem temas que vão desde a gastronomia à arte, da língua à religião, ou do desporto ao comportamento social.
A soberania de Portugal e, de algum modo, a qualidade de vida dos portugueses, está pois dependente desses três vetores: Uma organização política segura, visionária e credível, uma economia rica e sustentável e uma cultura viva e promotora do bem estar e felicidade dos cidadãos.

Quais as principais forças e fraquezas da nossa soberania que merecem ser observadas? 

Dívidas
Um país que gasta mais do que ganha, que importa mais do que exporta, terá o mesmo destino que uma família ou uma qualquer empresa ou organização: a falência! E não há soberania que resista a uma dependência financeira, qualquer que ela seja. Por isso a avaliação deste importante indicador deveria estar presente na ordem do dia, de um país e de um Presidente que se queira soberano. 
Questões como por exemplo a regulação da atividade bancária, a movimentação de capitais privados, os processos de venda do nosso património ou a percentagem de Compras do Estado ao Estrangeiro (podíamos chamar-lhe índice CEE) têm que ser continuamente monitorizadas.
Um governo que não deve, não teme. Se deve, só consegue a sua soberania pela força e essa não é a melhor forma de soberania em regimes democráticos. E a ditadura, já experimentámos e não resultou bem.

Competitividade
Num mercado global cada vez mais aberto e inovador é vital saber competir de uma forma ganhadora, apresentando soluções de valor diferenciadoras. 
O índice de competitividade nacional tem vido a ser monitorizado e tem apresentado melhorias nos últimos anos. É de manter essa observação mas, sobretudo, dotar as empresas e organizações nacionais de mecanismos de dinamização dessa competitividade. A inteligência económica passa por algum protecionismo cauteloso, nas compras, no mínimo assegurar que havendo produto nacional de qualidade semelhante, se evita a compra externa e preferir o que é produzido pelas nossas empresas. Espera-se delas um posicionamento competitivo não só a nível nacional mas, sobretudo, pela conquista de novos mercados globais. 

Conhecimento, inovação e mérito
No tempo dos descobrimentos conseguimos ter um avanço tecnológico no fabrico de barcos e de canhões que nos deu uma vantagem militar, comercial e depois económica durante várias décadas. Qual a área onde hoje nos podemos posicionar para afirmarmos alguma vantagem diferenciadora a nível global? No software? Na biologia marinha? No turismo? No desporto? No calçado? Na produção audio-visual?
De que forma premiamos a apoiamos os nossos talentos que se distinguem nestas e noutras áreas? Como formamos e certificamos as nossas competências? Como são nomeados os gestores e líderes que nos governam?

Notoriedade e Relações Públicas Internacionais
O marketing de uma nação faz-se em múltiplas vertentes, desde as visitas de estado à qualidade do turismo, desde o futebol à celebração de acordos comerciais. Um país que seja falado, preferencialmente por boas razões, pelos meios de comunicação e líderes de opinião de todo o mundo é tendencialmente mais respeitado e soberano. 

Segurança
Para além das questões militares e policiais mais tradicionais, a informação é hoje um dos ativos mais importantes para garantir a segurança de qualquer nação soberana. Um país compromete gravemente a sua soberania se deixa nas mãos alheias o arquivo, o controle e a comunicação da sua informação. Todos sabemos que as grandes corporações tecnológicas como a Google, a Microsoft ou a Apple é que controlam grande parte dessa informação. Monitorizar esta dependência, promover alternativas nacionais e desenvolver planos de contingência é fundamental para uma soberania que se pretenda saudável.

Identidade cultural
Ouvi hoje nas notícias que "mandar piropos" pode dar até 3 anos de cadeia e que todos os partidos apoiaram esta nova lei proposta pelo PSD. Não haverá mais nada que fazer na Assembleia da República? O desrespeito pelo próximo sempre foi um crime. Não concordo nada com comportamentos sociais de falta de respeito, como por exemplo passar à frente em filas de trânsito mas parece-me que, fazendo parte da nossa cultura, algumas coisas como o piropo do trolha (dentro dos limites do bom senso), o pregão das cautelas de lotaria ou do mercado do bolhão deviam ser preservadas e não proibidas por lei. Este é apenas um exemplo de como se podem desenvolver ataques a uma soberania pela sua identidade cultural. Leis como a tolerância 0 (zero) à taxa de álcool ou o fim do feriado do Carnaval, acabam por nunca serem cumpridas além de provocarem um sentimento de revolta social e uma perca de energia que devia ser canalizada para outros assuntos mais positivos, como por exemplo colocar o fado e o cantar alentejano como património da humanidade.

Território e Património
Claro que é também fundamental conhecer que percentagem do território, imobiliário e património que é propriedade nacional e qual a sua evolução no tempo, para conhecermos as tendências da nossa soberania. De que forma conseguimos ir vendendo o nosso território aos estrangeiros, continuando a ser soberanos na governação do nosso país? Pela lei? Pela força? Pela história?

Corrupção e Economia Paralela
Quando se permitem negócios de montantes astronómicos, com entidades estrangeiras, à margem da lei e das entidades reguladoras e fiscalizadoras, sob a capa do abuso de poder, da manipulação da comunicação ou, apenas, abusando da atitude pacífica de um povo ainda confiante nas suas instituições, corroem-se dramaticamente as bases de qualquer soberania. Por muito sólidas que sejam a economia, a política e a cultura, se continuarem a ser permitidas, por exemplo, adjudicações diretas de software básico de gestão, sem concurso, (ou com regras tendenciosas) a multinacionais estrangeiras, de produtos e serviços perfeitamente ao nosso alcance, a nossa soberania não irá longe.
O fenómeno da corrupção está muito ligado ao do servilismo. Alguém acima mandou fazer e fez-se, mesmo contra tudo o que é bom senso e de lei. A brandura punitiva do nosso sistema judicial e até da nossa sociedade tolerante, facilita também este tipo de disfunções da nossa soberania que convém acompanhar.

Auto estima
Uma população será mais soberana se os indivíduos que a constituem gostarem de si e do grupo social a que pertencem. Todo o tipo de ações que promovam a auto estima, a confiança mútua e a colaboração são ingredientes basilares de progresso  e de uma boa soberania.

Acho que um Observatório que meça e divulgue estes e outros indicadores correlacionados com este tema, como a emigração de talentos ou o nível de apoio e a sustentabilidade da segurança social, é fundamental para assegurar a legitimidade dos órgãos de soberania, nomeadamente a do Presidente da República.

E você?


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Convite... de Portugal

Este é um convite a todas as empresas e instituições nacionais, para avaliarem a migração dos seus sistemas de gestão estrangeiros por soluções de software nacionais, melhores, mais económicas e mais ajustadas ao seu negócio ou atividade. É perfeitamente possível reduzir os seus custos a metade, até 2020!

Este apelo é especialmente dirigido aquelas que usam o nome "de Portugal" na sua designação social, CP - Comboios de Portugal, EDP - Electricidade de Portugal, AdP - Águas de Portugal, Banco de Portugal, etc. Abaixo vai uma lista daquelas que tenho identificado nos últimos anos que gostaria aceitassem este convite.

Estima-se que são enviados para o estrangeiro mais de 100 milhões de euros anualmente para comprar produtos e serviços perfeitamente ao nosso alcance produzir por cá.

Dirijo também um convite adicional ao Senhor Presidente da República e a todas as digníssimas personalidades com responsabilidade pela nossa soberania, para a criação de um fundo de apoio a todas estas organizações, para se libertarem de custos e riscos relacionados com o controle estrangeiro do seu provável ativo mais importante: a informação de gestão.

Um louvor especial a todas as entidades públicas e empresariais que usam tecnologia predominantemente nacional na sua gestão, nomeadamente o setor da saúde pública, o das autarquias e PME’s em geral, bem como muitas outras grandes instituições como o Turismo de Portugal, o IPQ, o LNEC ou a Assembleia da República.

Por um país mais próspero

Melhores Cumprimentos

Portugal

Anexo: lista das empresas portuguesas com predominância de software de gestão estrangeiro (contabilidade, faturação, património, recursos humanos,…)

Organizações Portuguesas geridas com Software estrangeiro*


AdP - Águas de Portugal S.A.
ANA - Aeroportos de Portugal, S.A.
BP - Banco de Portugal
Brisa - Autoestradas de Portugal, S.A.
CP - Comboios de Portugal S.A.
CIMPOR - Cimentos de Portugal S.A.
CTT - Correios de Portugal, S.A
EDP - Energias de Portugal S.A.
Governo de Portugal (alguns organismos estão abaixo listados)
INCM - Imprensa Nacional - Casa da Moeda, S.A.
Instituto Nacional de Estatística, IP
IP - Infraestruturas de Portugal, S.A.
PT - Portugal Telecom
REN - Rede Eléctrica Nacional, S. A.
RTP - Rádio e Televisão de Portugal, S.A.
Soja de Portugal
TAP - Air Portugal, S.A.
AICEP Portugal Global
AIP - Associação Industrial Portuguesa
APDL - Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A.
ARS LVT - Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P.
Autoridade Florestal Nacional
BA Vidro
Central de Cervejas
CHLN (Hospital de Santa Maria)
CME
CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários
Delta Cafés
Direcção-Geral de Informática e Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros
EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra Estruturas do Alqueva S.A.
EFACEC
Electricidade dos Açores, S. A.
ESPAP - Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, I. P.
Fundação INATEL
GALP Energia
Generis
Grupo Azevedos
Grupo Leya
IAPMEI
INEM
Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.
Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça, I.P.
Instituto de Informática, IP
Instituto do Cinema e do Audiovisual, IP
Instituto dos Registos e do Notariado, I.P.
Instituto Politécnico de Santarém
ISCTE
IST
Município de Lisboa
Município de Sintra
NOS
Polícia de Segurança Pública
Portucel / Soporcel
Renova
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Secretaria Geral do Ministério da Educação
Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional
Serviços Municipalizados Água e Saneamento Câmara Municipal de Sintra
Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada
Serviços Sociais da Guarda Nacional Republicana
SONAE
Sovena
SUCH
Sumol+Compal
Transportes de Lisboa, E.P.
Unicer
Unilever/Jerónimo Martins
Universidade de Coimbra
Universidade do Algarve


(*) Lista em construção. Por favor indique abaixo o nome de outras organizações de que tenha conhecimento.