domingo, 23 de março de 2014

Portugal Pós Troika - um país a renascer...


Um país moderno com uma cultura secular de amizade com todos os povos do mundo e que trabalha todos os dias para manter a sua economia equilibrada com o seu consumo interno. Um país que exporta produtos e serviços inovadores e diferenciadores, criados pelos seus artesãos, criativos, engenheiros e técnicos de diversas áreas e que atrai investimentos para desenvolver novos serviços complementares de vários pontos do globo. Um país com Universidades e Escolas de Formação de prestígio que formam alunos nas mais modernas e inovadoras disciplinas que geram valor para a sociedade e para a economia global, tanto com fins lucrativos como com fins humanitários e solidários.

Um país com uma relação equilibrada com a terra, os recursos agrícolas, os rios e as linhas de água e os recursos hídricos, o mar e os recursos oceânicos, com o ar e os níveis de dióxido de carbono, com o fogo e os recursos florestais.
Um país com recursos energéticos amigos do ambiente que o liberta por um lado da dependência económica petrolífera e, por outro, respeita a natureza e a sustentabilidade ecológica.
Um país de pessoas civilizadas que se respeitam mutuamente e trabalham em cooperação no sentido de fazer e manter as suas obras com qualidade num processo de melhoria contínua.
Um país que reconhece cada ser humano como valioso, com talento único e o motiva para se ultrapassar a si próprio no seu valor e prol da humanidade a que está intimamente ligado e não apenas por fins de competitividade e fama. Um país de pessoas felizes, afectuosas e orgulhosas da sua nacionalidade.
Um país com sistemas de apoio à saúde e à segurança social fortes e equilibrados. 
Um país com técnicos, investigadores, artístas e  desportistas conhecidos em todo o mundo.
Um país que é um exemplo para todos os povos do mundo na paz, tolerância e hospitalidade, com uma gastronomia e uma indústria turística reconhecidas como das melhores do planeta.

Por tudo isto e muito mais, Portugal pós-Troika pode e deve ser um dos melhores país do mundo para viver, trabalhar ou fazer férias.
Se é isto que tu pensas ou sonhas, amigo concidadão vamos trabalhar concentrando-nos nesse objectivo. Pode ser? O excesso de impostos, a corrupção e a acidez das críticas e dos discursos negativos serão naturalmente dissolvidos pelo movimento criativo e pela força económica e anímica de uma nova sociedade portuguesa.

Julgo que o PS, o PSD, o CDS, o BE, o PCP e todos os outros, estão de acordo com isto..

A Gestão Pública deve focar-se no apoio ao crescimento e internacionalização da nossa economia.

No Q-day 2014 este será um dos temas. Não falte. www.quidgest.pt/qday

Lisboa vista de um Drone

Escolher Porto e o Norte de Portugal

Escolher o Alentejo


Escolher a Madeira

Escolher o Algarve

Escolher Portugal

terça-feira, 11 de junho de 2013

Exportar é a única saída!


Com a torneira de fundos estruturais fechada, presos numa economia europeia em crise, com uma dívida pública e externa astronómica crescente, com uma economia interna frágil, asfixiada por uma máquina fiscal pesada e um estado que quer ser social mas que nem sempre honra os seus compromissos, com uma classe política que não se entende estrategicamente... só há uma única saída para Portugal:

EXPORTAR!

Há 500 anos quando avançámos mar fora à procura de novos mundos... suspeito que devemos ter passado por uma crise semelhante... e que fomos à aventura!
Temos hoje alguns recursos humanos qualificados, algum turismo, alguma indústria e alguma agricultura de qualidade, algumas empresas de tecnologia competitivas, algumas boas infraestruturas de transportes e comunicações, alguma independência energética e somos respeitados como um povo de confiança em muitos países do mundo.
Somos engenhosos, trabalhadores e criativos.

Força Portugal! 

PS: E se possível evitar ao máximo as importações e preferir produtos e serviços de elevada incorporação nacional

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Os 3 vírus lusitanos

Acredito que os portugueses são um dos melhores povos do mundo. As suas maiores qualidades são também os seus maiores defeitos. Há três grandes qualidades/defeitos, a que chamei vírus, que infectam os nossos amados concidadãos. Estou convencido que se conseguirmos curá-los um pouco mais, pois não precisamos de os tratar totalmente (senão isto ficava sem graça), conseguiremos bater-nos no novo espaço económico e social global com muito maior dignidade e respeito.

Tolerância
Somos um povo que tolera tudo desde os roubos constantes de alguns dos seus líderes políticos, económicos, desportivos, sociais ou religiosos até aos simples atrasos no início de reuniões ou encontros. Esta tolerância parece vir de uma cultura religiosa secular que apela ao sofrimento como via para a salvação e de uma fraca auto-estima imposta por uma cultura maternal de muitas décadas centrada na imagem de Nossa Senhora de Fátima.  
Claro que o "chico-esperto" é uma espécie que germina, desenvolve-se e progride muito facilmente neste tipo de ambientes de ampla tolerância. Ele não conhece as regras de conduta de respeito pelos outros seres humanos, pela natureza, pelo compromisso e pelo atendimento por ordem de chegada. Ele acha que é mais importante que os outros e, por isso, tem o direito de passar à frente, chegar atrasado ou não pagar o que deve na hora combinada. Até o chico-esperto quando está distraído, também é tolerante e deixa os outros passarem à frente. Coitado! Vai com pressa! E, mais incrível ainda, há até muito português que elogia o chico-esperto pela sua venenosa dinâmica dizendo que "É um tipo muito mexido, desenrascado e muito rápido...!"
A existência do chico-esperto é uma dos principais causas de desconfiança entre os portugueses e pela sua grande dificuldade de formar associações empresariais fortes de grande dimensão internacional e também pela fraca produtividade das organizações, do Estado e da sociedade em geral. As decisões são sempre a medo até... se ver o que vai dar porque... o outro pode falhar... e nada lhe acontece...
Fora do seu país, o português trabalhador e cumpridor de regras progride muito mais facilmente e consegue, normalmente, formar ou liderar grandes organizações e projectos. Em Portugal as coisas têm melhorado bastante nos últimos anos mas o chico-esperto continua ainda com muitas oportunidades!
Atenção que o vírus da tolerância é muito tolerado e até muito querido de todos nós. Por isso, mesmo vivendo por muitos anos no estrangeiro, quase todos os portugueses têm aquela inexplicável saudade de voltar à casa mãe. 

Anti-denúncia
Em muitos países ditos evoluídos existe uma forte cultura de denúncia. Eles acreditam que se alguém faz alguma coisa fora das regras definidas é uma ameaça à sociedade. Um pai a bater num filho é motivo de denúncia. Um carro mal estacionado é motivo de denúncia. Um indivíduo que não paga impostos é motivo de denúncia. E a justiça, após registo mínimo das provas, é executada sem tolerância. Claro que, nestes países com esta característica cultural, há sempre alguns inocentes apanhados injustamente mas, normalmente, a excepção confirma a regra.
Nós portugueses, pelo contrário, temos uma aversão visceral à denúncia. Parece vir de um trauma criado pela antiga polícia política (PIDE) que ainda não conseguimos ultrapassar. Por isso não conseguimos bufar ou, como dizem os jovens, não somos capazes de nos chibar. Tudo o que se passa fica no segredo dos deuses. Quando alguém tem a coragem de denunciar alguém é algo tão estranho que até se desconfia mais do denunciador que do denunciado.
Claro que ficamos incomodados quando presenciamos algo que vai contra os nossos princípios e por isso, a nossa forma de libertar esse stress é gritando com tudo e todos à nossa volta, com o caixa do supermercado, com o cônjuge, com os filhos, com os políticos, com o árbitro mas nunca com a pessoa ou entidade certa. Temos a convicção que, por causa do vírus da tolerância, essa pessoa ou entidade não vai fazer nada mesmo que a gente preencha devidamente o livro de reclamações.

Prémio ao esforço
Coitado ele até se esforçou. Isso é que interessa. Se conseguiu ou não o objectivo isso não importa, pois se ele continuar a esforçar-se, um dia vai conseguir.
Esta crença nacional é o principal vírus responsável pelas derrotas do nosso futebol nas finais internacionais, especialmente com equipas do Norte da Europa. Temos o controle da bola, corremos o campo em grande velocidade de lado a lado, quase que marcamos muitos golos mas... infelizmente... no último minuto eles, com a maior frieza, marcam 2 seguidos e lá voltamos nós a chorar para casa, com milhares de fãs solidários, à nossa espera no aeroporto, a aplaudirem o nosso esforço.
Parece que só sentimos que merecemos ganhar se a vitória for sofrida e fazemos tudo nesse sentido. Uma vitória sem esforço não nos sabe muito bem. O nosso coração de ouro parece sofrer com a derrota alheia. Vista por este prisma esta é uma grande qualidade do nosso povo.
Este é o principal vírus em muitas empresas nacionais que primam pelos fracos resultados apesar de os seus trabalhadores trabalharem noite e dia sem parar.
Este é também o vírus responsável por tanta burocracia em algumas áreas.
Acreditamos todos que se nos esforçarmos mais vamos conseguir mais prosperidade no futuro enquanto outros povos, como os alemães, por exemplo, acreditam que se cumprirem mais objectivos, esforçando-se menos, conseguirão uma melhor qualidade de vida no futuro. Premeiam os objectivos conseguidos.
Nós merecemos ser mais felizes com menos esforço. É para isso que servem as tecnologias. Só é preciso um pouco mais de organização e menos burocracia.

Em resumo, o que isto tudo quer dizer é que, dada a nossa grande capacidade de trabalho, energia e criatividade, basta apenas curarmos um pouco estes nossos vírus para sermos ainda melhores!

Vivam os portugueses!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vamos criar um indicador de Compras do Estado ao Estrangeiro (CEE)?


QUANTO GASTA O ESTADO POR ANO EM COMPRAS AO ESTRANGEIRO?
Aqui vai uma ideia: Indicador do INE, de conhecimento público, do valor e da evolução do valor das compras de produtos e serviços que o Estado faz por ano ao estrangeiro. A grave crise que atravessamos deve-se ao excesso de dívida EXTERNA e pública que acumulámos nas últimas décadas, Pede-se aos portugueses que comprem nacional. E O ESTADO?

Claro que qualquer proteccionismo não é uma coisa boa para a economia mas, numa situação de endividamento excessivo (a nossa dívida externa é superior à do Brasil e à da China, ... EM VALOR ABSOLUTO!!! ver no link http://www.indexmundi.com/map/?v=94&l=pt) com intervenção da Troika, com juros incomportáveis, sem financiamento dos mercados financeiros internacionais ... se não queremos perder (ainda mais) a nossa independência nacional e sair com dignidade desta situação de mendigos, tão humilhante... parece-me que temos que ter a inteligência económica de Emergência que a situação exige: 
Aumentar Exportações, Diminuir Importações e Reduzir o que pudermos nos custos do Estado.
Aumentar Exportações compete essencialmente às empresas (com o maior apoio possível do Estado) e parece que estamos a fazer bons progressos nesse domínio nos últimos tempos. Mas, Diminuir Importações, compete a todos nós. Porque vivemos num mercado aberto à livre concorrência não se pode decretar a proibição de importações ou criar alguma espécie de protecção aos produtos nacionais no mercado privado e nos atos de aprovisionamento público. Mas, dada a grave situação económica recessiva que se vive, foram postas em marcha várias campanhas a promover a compra do que é nacional.
E as compras do Estado? Como é? Alguém sabe QUANTO GASTA O ESTADO POR ANO EM COMPRAS AO ESTRANGEIRO? E como está a evoluir esse indicador?
Podíamos chamar-lhe CEE - Compras do Estado ao Estrangeiro.
Deixo aqui esta ideia para quem a quiser aplicar no seu organismo público ou mesmo criar uma campanha nacional com o envolvimento do INE. Não vou cobrar direitos de autor pois se Portugal melhorar eu também serei compensado.
Obrigado! :)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Vamos reduzir 75% os nossos custos de saúde?


A ideia parece bizarra mas é um objectivo já bem definido em alguns países nórdicos, nomeadamente na Irlanda.

Aceitas o desafio de sermos igualmente ambiciosos em Portugal, já em 2013 e não ficarmos apenas nas reduções de custos de saúde, de apenas 10 ou 20% impostas pela Troika? Vamos então deixar de apontar o dedo apenas às farmacêuticas e aos fornecedores, nomeadamente às empresas tecnológicas, para reduzirem as suas vendas e margens e vamos, em vez disso, melhorar a sério o nosso sistema de saúde, reduzindo em 75% os seus custos?

É muito simples. Basta confiar nos estudos realizados no norte da Europa que provam que por cada euro investido em Wellness (bem estar), poupam-se 4 euros em Healthcare (cuidados de saúde)! Aqui vai um deles:


A Irlanda, por exemplo, (à semelhança de outros países nórdicos) está a desenvolver uma mudança de paradigma no sistema nacional de saúde para tentar reduzir custos até ¼ do seu valor actual.

Em Portugal utilizando os pressupostos desse estudo, numa abordagem teórica, poderíamos reduzir, até 2020, em 74%, os 9.500 milhões de Euros de custos de healthcare, aumentando apenas 15%, todos os anos, o investimento em wellness, ficando no final com uma redução de 51% no custo total.


Claro que este é apenas um modelo teórico, para reflexão, que não entra em linha de conta com vários outros factores como, por exemplo, o aumento de custos provocado pelo envelhecimento da população ou outras variáveis da fórmula de cálculo. O valor inicial de 2012 apresentado no gráfico em Wellness é apenas uma estimativa.

O que é o Wellness?
É todo um conjunto de serviços que promovam a saúde física e mental e previnam a doença. Alimentação, ar puro, exercício físico, psicoterapias, SPA's, animação cultural, estética, meditação,... etc e todo o tipo de actividades de bem estar físico, mental, social, etc...
  
Quem financia?
O Estado: Com apoios financeiros a todo o tipo de iniciativas que promovam o bem estar (Wellness), nomeadamente com redução do valor da taxa da Segurança Social aos cidadãos e empresas, a quem evidenciar que cumpra planos de bem estar. Incentivos aos municípios para criarem e preservarem zonas saudáveis.
Seguradoras: Os seguros de Saúde terão compensações se o segurado comprovar que segue um plano de bem estar (Wellness).
Empresas: Actividades como ginástica na empresa, fruta na empresa, hora livre para caminhar ao ar livre, coaching, animação, ... estão cientificamente comprovadas que promovem o bem estar no trabalho, diminuem a taxa de abstinência ou baixa por doença e, consequentemente, aumentam a produtividade.
Cidadãos: Investirem em programas de bem estar (caminhadas, massagens, banhos termais, ginástica, tempo para conversar com amigos...) uma parte do dinheiro que gastam em medicamentos, consultas e exames médicos.

Quem acelera o desenvolvimento deste novo paradigma?
Obviamente, a crise financeira por um lado e, por outro, a profunda necessidade de bem estar do ser humano em geral. Este é o tipo de mudanças que não acontecem por decreto de algum governo iluminado mas apenas por uma mudança de consciência da população. Tu podes dar o teu contributo. É muito simples. Em vez de tentares mudar os teus amigos, a família, o governo, o país ou o mundo, basta mudares o teu comportamento, cultivando o teu próprio plano de bem estar.

Quais os obstáculos à potencial poupança de 75% nos custos de saúde?
Médicos: É necessária uma mudança de atitude e da tipologia de serviços prestados pelos nossos médicos que, certamente, vai demorar algum tempo. Hoje, especialmente na medicina ocidental, ainda temos o conceito de que o melhor médico é aquele que não precisamos de visitar pois associamos essa visita a um episódio de combate à doença. Num sistema de saúde baseado em Wellness, o médico é aquele profissional que nós gostamos de visitar periodicamente para nos ajudar a manter sempre bem.
Laboratórios farmacêuticos: Demora tempo mudar o negócio centrado no “medicamento” para um novo negócio centrado no “suplemento” (alimentar). Algumas farmacêuticas estão já a posicionar-se nesse sentido como é, por exemplo, o caso da Bayer ao comprar recentemente a Schiff Nutrition.
A população menos esclarecida: A crença de que é apenas o medicamento e a cirurgia que curam tudo, dificulta este processo. A ideia enraizada em muitos de nós de que "Um Sistema Nacional de Saúde" é apenas "Um Sistema Nacional de Combate à Doença", com muitos Hospitais e excelentes Serviços de Urgência, é também um obstáculo a este ousado plano de redução de custos.

E como é que os sistemas de informação podem apoiar e facilitar este futuro paradigma?
Gestão integrada de serviços wellness via portal multi-utilizador.
Gestão integrada de serviços wellness, seguradoras e serviços healthcare.
Gestão integrada de serviços wellness, ESTADO e serviços públicos de saúde
Soluções de Gestão Estratégica da direcção nacional ou regional para controle de custos wellness vs healthcare
Apps nos smartphones para monitorização de programas de wellness e healthcare
e... o que  imaginação ditar...

E a Dívida Externa?
Já agora convém referir também que estes novos produtos e serviços, podem ser quase todos de origem nacional, e assim contribuir para o nosso equilíbrio orçamental. Apesar de todas as poupanças, evoluções, mudanças e oscilações, as notícias actuais sobre a nossa dívida externa continuam a não ser muito animadoras: http://publico.pt/economia/noticia/divida-externa-portuguesa-aumenta-e-e-insustentavel-1571725 e isso dá-nos algum mal estar. Um plano wellness contribuirá, certamente, para melhorar as coisas.

Votos de boa saúde e bem estar!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vamos consumir mais Software nacional?

Num quadro de competitividade global, vários estudos apontam que as TIC - Tecnologias de Informação e Comunicação, ocupam um papel vital. Desde a agricultura à indústria espacial, passando pelo sector financeiro ou dos serviços de saúde, tudo passa hoje pelos computadores e especialmente pela programação, para se conseguir posicionar um bom produto ou serviço como uma referência de mercado.
A programação ou, melhor dizendo, o software, é pois uma peça fundamental na cadeia de valor das empresas e das organizações da moderna economia mundial, tanto das empresas, organismos públicos ou mesmo associações.
Uma peça necessária mas não suficiente pois nem sempre o software está devidamente ajustado ao negócio ou actividade da organização e só algumas vezes, apesar da sua grande qualidade e elevado preço, consegue possibilitar o salto de produtividade necessário para pagar o investimento realizado. Este é um processo que nem sempre resulta à primeira, envolve normalmente alguma aprendizagem, alguma consultoria local e, por isso, acarreta sempre algum risco.
Quando este investimento é realizado na compra de um pacote de software, vindo totalmente do estrangeiro o custo e o risco são ainda maiores. Primeiro porque o know how para corrigir os erros de implementação está longe e é caro e, depois, porque a sua manutenção vai continuar a levar, ao longo dos anos, os nossos recursos financeiros para fora do país e a nossa dívida externa aumenta ainda mais.
Temos excelentes programadores e, sobretudo, excelentes empresas produtoras de software em Portugal. Algumas delas, como a Quidgest, desenvolvem tecnologias próprias para acelerar, com qualidade, até 10 vezes a sua velocidade de produção. Outras reunem-se em associações, como por exemplo o "login.pt" da ANETIE e exportam já hoje, no seu conjunto, para mais de 150 países em todo o mundo, e têm um volume de negócios total que ronda os 8.500 milhões de Euros.
Só um gestor muito inseguro e pouco consciente prefere comprar, em igualdade de circunstâncias, software de origem estrangeira e sofrer todas as consequências da sua adaptação a um mercado e a uma organização específica que é a sua, em vez de aproveitar a proximidade e o valor das competências nacionais e, assim, contribuir para a redução da nossa gigantesca dívida externa.